terça-feira, 28 de março de 2017

Sporting Day Away

Sporting Day Away
Dia 25 de Fevereiro de 2017, mais um Dia de Sporting que parecia igual a tantos outros. Não costumo ir ao estádio, muito menos aos jogos fora. Mas aquele dia seria diferente! Além de ter a possibilidade (que como já disse é escassa) de estar presente no jogo e apoiar a equipa, aquele seria o meu primeiro jogo fora.
 As expectativas eram altas, bem altas aliás. Acordei bem disposta e comecei logo por meter a tocar a minha playlist intitulada “ DIA DE SPORTING “ onde tenho músicas dos Supporting e alguns dos meus cânticos preferidos das 4 claques. Almocei tranquilamente, passei a tarde nas compras e já muito em cima da hora do jogo, saí da cidade capital em direção ao estádio António Coimbra da Mota. O nervosismo, aparte do frio, era muito. “Será que vamos ganhar ao Estoril?”, “Quero cantar o cântico do Bas Dost!” e “É bom que o mister escolha um 11 decente.” eram algumas das coisas em que eu pensava enquanto esfregava as minhas mãos uma na outra e olhava o cinzento céu daquele sábado de inverno.
Ao chegar, eu e o meu pai fomos às bilheteiras para agarrar os bilhetes que ainda restavam. Como não dava para ficar perto de sportinguistas, tive de ficar no meio de adeptos do Estoril e da claque do clube. Ao princípio fiquei um pouco assustada, mas logo percebi que os rivais eram pacíficos.
Cheguei atrasada 15 minutos e ao invés de me sentar no lugar que ditava o bilhete, fiquei empoleirada nas grades que separavam o campo das bancadas. Não estava sozinha! Muitos meninos mais novos juntaram-se a mim e senti que formámos uma pequena grande claque. E apesar de ter sido difícil com que nos ouvissem, graças ao barulho dos tambores do Setor Marco Silva (claque rival), não deixámos de entoar os cânticos e gritar golo.
22 minutos tinham passado e um dos meus jogadores preferidos, Bryan Ruíz, marcava aquele que era o primeiro golo da partida. 1-0 para a equipa de Alvalade que marcava na primeira oportunidade de golo que tinha conseguido no jogo. As nossas claques logo trataram de começar com pirotecnia e de colocar bem no alto as bandeiras que as representavam. O resto da primeira parte decorreu sem grande perigo quer para a equipa da casa, quer para o nosso Sporting. Mas a verdade é que havia uma clara dominância no jogo por parte dos leões.
Fim da primeira parte e os jogadores, treinadores e staff retiravam-se para os balneários para poderem descansar, recuperar e talvez redefinir a tática. Os miúdos que estavam a ver comigo o jogo quiseram gritar pelos seus ídolos. Gritavam pelo Podence, pelo “Chico” Geraldes, pelo Patrício, pelo William, entre outros craques. Todavia, foram poucos os que retribuíram todo o carinho daqueles jovens adeptos com um pequeno sorriso.
Eu própria estava fascinadíssima por ter tão perto de mim os craques verde e branco. Fiquei especialmente sorridente ao ver o geniais Daniel Podence e Bryan Ruíz. São de longe os jogadores com que mais me identifico e que ao longo do tempo tenho ganho um carinho cada vez maior por eles.


Entretanto no intervalo, houve uma pequena atuação das cheerleaders à qual não prestei muita atenção. Essa recaía sobre o ambiente que envolvia a minha bancada e a magia que era ver aquele espetáculo do Sporting.
Início da segunda parte e desta vez não tinha os pequenos adeptos comigo. “Não faz mal, canto sozinha!” pensei eu. A última parte do jogo vivi-a com grande euforia. Muitas foram as vezes em que levando as mãos à cabeça, me levantei das grades julgando que era mais um golo do Bas Dost. Infelizmente, tive de esperar ainda um pouco pelo penálti que o nosso goleador facilmente marcaria. A ansiedade nesse momento era tal que sentia borboletas na barriga e as mãos algo suadas. “NA NA NA NA NA NA NA NA BAS DOST” , gritava eu a plenos pulmões após o penálti.
Não bastou muito tempo para o árbitro dar o fim da partida.
Acabou o jogo e fui saindo lentamente do estádio. Na minha cabeça passavam flashbacks dos melhores momentos daquela noite. Mal sabia eu que o ambiente após o jogo seria tão intenso. A vitória foi devidamente vivida pelos adeptos leoninos que tinham orgulho em vestir de verde e branco e de ter ao pescoço o cachecol daquele que é o clube mais eclético em Portugal. Sem dúvida, que é uma experiência a repetir quer pela maior proximidade que se sente com os jogadores, quer pelo ambiente de festa que é vivido fora das quatro linhas.
Quem sabe não terei a oportunidade de ir a outro jogo fora esta época 2016/17 e escrever para o blog sobre essa experiência.
Fotografias da madalenadecarvalhofaria (Instagram) 
Texto escrito pela @matilde56scp (twitter)

domingo, 12 de março de 2017

Tondela 1-4 Sporting: Magia da Formação

Tondela 1-4 Sporting, póker de Bas Dost.
Escrever após uma vitoria é bom mas não ter que sofrer até aos últimos minutos é ainda melhor.
Num dia em que nem Alan Ruiz, nem Bruno César podiam jogar por acumulação de amarelos, JJ, mais uma vez, surpreendeu-me com o 11. Não esperava a entrada de Matheus Pereira, jogador que se veio a revelar uma bela surpresa.
Depois deste jogo, pergunto-me ainda mais, para quê que fomos gastar dinheiro em Balada, Markovic, Elias, quando, afinal, tinhamos, em casa, o sucesso e a magia.

Magia de Podence a fazer valer a primeira parte
Como tem sido habito nesta equipa, custa fazer 90 minutos repletos de bom futebol, então, para não perder o habito, a primeira parte foi desastrosa.
Um golo vindo da magia de Podence que assistiu Dost que, mais uma vez, não falhou. Este golo apareceu do nada pois o jogo estava adormecido.
O Sporting, na primeira parte, controlava a posse de bola mas não rematava. No final da primeira parte contabilizava-se 4 remates a baliza, muito pouco para uma equipa que quer vencer. Isto acontece muitas das vezes que Alan não está em campo.
O jogo fez-se quase todo pelo flanco direito da nossa equipa, deste modo, Matheus mal pode brilhar.

A Magia Da Formação e os pés de Dost
Una bons segundos 45 minutos do Sporting que entrou com vontade de vencer e, finalmente, resolver um jogo antes dos 90 minutos. Porem, o Tondela ainda tinha uma palavra a dizer no jogo. Em sua casa, perante os seus adeptos, conseguiu marcar um golo e empatar o jogo.
A felicidade dos adeptos da casa durou pouco, pois, nem os miudos nem o Bas Dost estavam ali para brincar. Desta vez foi Matheus que num movimento para dentro a jogar mais no meio, ultrapassou 3 jogadores e passou para Dost que, à ponta de lança, marcou o seu segundo golo.
O Sporting tinha o jogo controlado mas desta vez parece que aprendeu a lição e não baixou os braços. A vontade dos nossos leôes junto com 2 penaltis bem marcas pelo arbitro e convertidos por Dost deram uma vantagem confortável.
Geraldes estreou-se neste jogo para o lugar de Podence, que tal como Matheus e Gelson saiu com uma chuva de aplausos por parte dos sportinguistas.
Geraldes entrou no final da partida, porem, mesmo assim, mexeu com o jogo e sofreu uma grande penalidade, a terceira assinalada a favor do Sporting, HISTÓRICO. Penalidade essa que Dost acabou por falhar, ou por o guarda redes defender, como quiserem, quando tentava fazer o seu quinto golo e chegar mais longe na corrida pela conquista da bota de ouro. No final deste jogo soma 21 golos de Leão ao peito.
Espero que tiremos duas lições deste jogo:
- A primeira é resolvermos os jogos cedo;
- A segunda é não procurar fora o que temos em casa.

Este joga fica ainda marcado pela presença do nosso futuro em campo. Geraldes, Matheus, Podence e Gelson todos com muita garra, técnica e amor ao Sporting e pelo amor de Dost pela baliza.

Tal como sempre, os melhores adeptos do mundo foram incansaveis. A meio do jogo perguntei-me se estavamos a jogar em casa e não sabia tal era o apoio. Estão em todo o lado.

                  Foto do Bancada de Leão

domingo, 5 de março de 2017

O Fim Esperado das Eleições

Finalmente, ontem, chegou o tão esperado dia das eleições. Todos os sportinguistas estavam ansiosos e a maioria dos socios disseram presente em Alvalade para votar. Foi assim verificado o maior recorde de sempre de votantes do clube numa eleição: 18 755.
Todos os socios que iam a Alvalade já sabiam em quem votar e, seguramente, era no presidente que para eles conseguiria fazer "o Sporting um clube tão grande como os maiores da Europa".
Quando estávamos todos ansiosos, não para saber se o BdC ganhava, mas sim por quanto ganhava eis que, como ja todos estamos habituados, nos pediram para esperar que ia se fazer uma recontagem dos votos por correspondência. O resultado deveria ter sido bem desnivelado. 
Por volta das 2 da manhã quando todos os Sportinguistas, tanto os que foram ao Estadio, como os que acompanhavam em suas casas, estavam ansiosos para saber o resultado; PMR faz um discurso derrotista. Porém, mesmo com a derrota pesada, consegue ter um discurso de arrogância e demonstra que não conhece os sportinguistas.

Por volta das 3 da manhã, Jaime Marta Soares, anuncia aquilo que todos os Sportinguistas tanto anseiam. BdC venceu com 86.13% dos votos contra 9.4 de PMR. 
Foi um claro voto de confiança que os sportinguistas deram ao presidente, deixando-o continuar aquilo que tão bem começou. 
Primeiro reerguer o clube, agora venham as vitórias que todos queremos e venha a inauguração do Pavilhão.

Para aqueles que diziam que estávamos desunidos em torno do clube, o número de votos diz o contrário e os nossos adeptos que estiveram em Alvalade ao fim da noite também. 
Nós nunca abandonamos o Sporting. Talvez, uma das maiores vitórias de BdC, nos 4 anos passados foi devolver o Sportinguismo a quem já não acreditava.

Resultado das eleições para todos os órgãos