Dia 25 de Fevereiro de 2017, mais um Dia de Sporting que parecia igual a tantos outros. Não costumo ir ao estádio, muito menos aos jogos fora. Mas aquele dia seria diferente! Além de ter a possibilidade (que como já disse é escassa) de estar presente no jogo e apoiar a equipa, aquele seria o meu primeiro jogo fora.
As expectativas eram altas, bem altas aliás. Acordei bem disposta e comecei logo por meter a tocar a minha playlist intitulada “ DIA DE SPORTING “ onde tenho músicas dos Supporting e alguns dos meus cânticos preferidos das 4 claques. Almocei tranquilamente, passei a tarde nas compras e já muito em cima da hora do jogo, saí da cidade capital em direção ao estádio António Coimbra da Mota. O nervosismo, aparte do frio, era muito. “Será que vamos ganhar ao Estoril?”, “Quero cantar o cântico do Bas Dost!” e “É bom que o mister escolha um 11 decente.” eram algumas das coisas em que eu pensava enquanto esfregava as minhas mãos uma na outra e olhava o cinzento céu daquele sábado de inverno.
Ao chegar, eu e o meu pai fomos às bilheteiras para agarrar os bilhetes que ainda restavam. Como não dava para ficar perto de sportinguistas, tive de ficar no meio de adeptos do Estoril e da claque do clube. Ao princípio fiquei um pouco assustada, mas logo percebi que os rivais eram pacíficos.
Cheguei atrasada 15 minutos e ao invés de me sentar no lugar que ditava o bilhete, fiquei empoleirada nas grades que separavam o campo das bancadas. Não estava sozinha! Muitos meninos mais novos juntaram-se a mim e senti que formámos uma pequena grande claque. E apesar de ter sido difícil com que nos ouvissem, graças ao barulho dos tambores do Setor Marco Silva (claque rival), não deixámos de entoar os cânticos e gritar golo.
22 minutos tinham passado e um dos meus jogadores preferidos, Bryan Ruíz, marcava aquele que era o primeiro golo da partida. 1-0 para a equipa de Alvalade que marcava na primeira oportunidade de golo que tinha conseguido no jogo. As nossas claques logo trataram de começar com pirotecnia e de colocar bem no alto as bandeiras que as representavam. O resto da primeira parte decorreu sem grande perigo quer para a equipa da casa, quer para o nosso Sporting. Mas a verdade é que havia uma clara dominância no jogo por parte dos leões.
Fim da primeira parte e os jogadores, treinadores e staff retiravam-se para os balneários para poderem descansar, recuperar e talvez redefinir a tática. Os miúdos que estavam a ver comigo o jogo quiseram gritar pelos seus ídolos. Gritavam pelo Podence, pelo “Chico” Geraldes, pelo Patrício, pelo William, entre outros craques. Todavia, foram poucos os que retribuíram todo o carinho daqueles jovens adeptos com um pequeno sorriso.
Eu própria estava fascinadíssima por ter tão perto de mim os craques verde e branco. Fiquei especialmente sorridente ao ver o geniais Daniel Podence e Bryan Ruíz. São de longe os jogadores com que mais me identifico e que ao longo do tempo tenho ganho um carinho cada vez maior por eles.
Entretanto no intervalo, houve uma pequena atuação das cheerleaders à qual não prestei muita atenção. Essa recaía sobre o ambiente que envolvia a minha bancada e a magia que era ver aquele espetáculo do Sporting.
Início da segunda parte e desta vez não tinha os pequenos adeptos comigo. “Não faz mal, canto sozinha!” pensei eu. A última parte do jogo vivi-a com grande euforia. Muitas foram as vezes em que levando as mãos à cabeça, me levantei das grades julgando que era mais um golo do Bas Dost. Infelizmente, tive de esperar ainda um pouco pelo penálti que o nosso goleador facilmente marcaria. A ansiedade nesse momento era tal que sentia borboletas na barriga e as mãos algo suadas. “NA NA NA NA NA NA NA NA BAS DOST” , gritava eu a plenos pulmões após o penálti.
Não bastou muito tempo para o árbitro dar o fim da partida.
Acabou o jogo e fui saindo lentamente do estádio. Na minha cabeça passavam flashbacks dos melhores momentos daquela noite. Mal sabia eu que o ambiente após o jogo seria tão intenso. A vitória foi devidamente vivida pelos adeptos leoninos que tinham orgulho em vestir de verde e branco e de ter ao pescoço o cachecol daquele que é o clube mais eclético em Portugal. Sem dúvida, que é uma experiência a repetir quer pela maior proximidade que se sente com os jogadores, quer pelo ambiente de festa que é vivido fora das quatro linhas.
Quem sabe não terei a oportunidade de ir a outro jogo fora esta época 2016/17 e escrever para o blog sobre essa experiência.
Fotografias da madalenadecarvalhofaria (Instagram)
Texto escrito pela @matilde56scp (twitter)


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